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QUEM FALA INGLÊS GANHA MAIS!






Outra pesquisa realizada pelo Grupo Catho em agosto de 1997 justifica a afirmação acima. A pesquisa "A contratação, a demissão e a carreira dos executivos brasileiros", realizada com 1356 executivos, mostra que a diferença de remuneração entre os profissionais que falam Inglês chega a mais de US$ 2,000.00 por ano em relação aos profissionais que não conhecem o idioma.
A diferença salarial anual entre um presidente que fala e outro que não fala Inglês fluentemente é US$ 2,489.74; diretor US$ 1,557.46; gerente US$ 809.71; supervisor US$ 512.82 e profissional especializado, US$ 1,185.09.
A coordenadora do Departamento de Inglês da Associação Alumni, Marie Ryan, trabalha com o ensino de Inglês desde 1977 e afirma que, do jeito que o mundo está caminhando para a globalização, o profissional deve ter, no mínimo, conhecimentos de Inglês para garantir seu lugar no mercado de trabalho. "O Inglês é um idioma conhecido em qualquer lugar do mundo. Até na China e no Japão se fala Inglês. Daí a importância de todas as pessoas, inclusive os jovens, conhecerem bem o idioma", afirma Marie.
Para quem usa a Internet, os conhecimentos em Inglês também são fundamentais, e a tendência é que as pessoas se dêem cada vez mais conta disso e corram em busca deste aprendizado. "Nos últimos cinco anos a busca pelos cursos de Inglês aqui na Alumni cresceu muito, e o que as pessoas mais procuram são cursos que ensinem Inglês o mais rápido possível. Tenho procura por cursos intensivos todos os dias", diz Marie Ryan.
O público que mais pense em aprender Inglês é formado por jovens executivos ou recém-formados, de 20 a 30 anos, empresas e crianças a partir dos cinco anos de idade. "Todos querem falar, esquecendo, muitas vezes, que entender e escrever é importante também", se surpreende a coordenadora.
E é possível aprender Inglês rapidamente? "O tempo de aprendizado depende muito da dedicação de cada aluno e da sua capacidade de aprendizagem", esclarece. "O mais difícil é colocar as palavras na ordem correta e usar o s nos verbos em terceira pessoa", finaliza. Marie garante que o segredo de aprender Inglês está no número de horas do curso. "O mínimo para um bom aprendizado são 500 horas (cerca de um ano e meio), para o nível básico, que possibilita um bom desempenho nos negócios, uma boa base para quem pretende estudar fora do Brasil e noções para falar o idioma já fluentemente". O ideal é que o estudo do idioma continue depois com mais um ano de nível intermediário e um ano e meio de Inglês avançado. "O tempo varia muito de uma escola para outra, mas o importante é continuar treinando mesmo depois de finalizado o curso para não enferrujar seus conhecimentos", esclarece Marie Ryan, coordenadora do Departamento de Inglês da Associação Alumni. "Quem não tem noção nenhuma de Inglês leva cerca de quatro anos para falar fluentemente".
"Para testar se seus conhecimentos estão enferrujados, nada melhor do que os famosos falsos cognatos", ensina Marie. Por exemplo, imagine você numa roda de amigos.
Alguém desabafa com você que está muito triste porque sua mãe teve um relapse de determinada doença. E você pensa se uma doença lá pode ser relapsa... Nada disso, seu amigo só quis dizer que estava muito chateado com a recaída da doença de sua mãe. Para tentar disfarçar, você puxa papo com um amigo sentado ao seu lado e comenta a beleza da irmã dele, também presente no mesmo grupo. Seu amigo responde: "Ela ainda é uma spring chicken!". O que? Um frango de primavera? Uma primavera de frango? Claro que não. Ele quis dizer que ela é ainda uma garotinha. Sem graça, você muda de lugar e resolve arriscar uma conversa com um rapaz novo na turma. "E aí, onde você trabalha?", você puxa o assunto, mas engasga quando ele responde que faz clerical work. "Ah, legal, estudei um pouco de teologia na escola, senhor padre!". Pausa para risos. Ele não é padre, só quis dizer que faz serviços de escritório. Quase desistindo da noite e voltando para casa, você ouve um amigo comentando que seu filho acabara de enrolled at USP, e complementa em voz alta que acha uma vergonha um jovem enrolar durante uma faculdade pública. Desista. O filho do seu aluno acaba de se matricular na USP.

"Pense nisso da próxima vez que adiar o início de suas aulas de inglês", avisa Marie Ryan.

Quem não domina o inglês fica com a carreira comprometida.


Uma pesquisa realizada pela Global English Corporation, especializada no ensino do idioma via web, em parceria com a UP Language Consultants, consultoria especializada no ensino de idiomas em ambiente corporativo, fez um levantamento para avaliar como anda o Inglês nas corporações. A conclusão é que quem não domina o idioma fica com a carreira comprometida.

A amostra total da pesquisa foi de aproximadamente 25 mil funcionários, desde administrativos a executivos, de 300 corporações globais em 125 países. Apesar de 91% dos entrevistados afirmarem que o Inglês é importante para seu trabalho, apenas 9% declaram ter conhecimento suficiente para realizar suas funções.

Dos ouvidos, 89% disseram que terão mais chances de subir na empresa se puderem se comunicar em Inglês. Não é para menos, pois 76% dos funcionários de corporações globais usam o Inglês diariamente em suas funções. “Hoje o Inglês é tão importante quanto a graduação e essa pesquisa mostra bem isso”, diz Lúcio Sardinha, diretor da UP Language.

Para o consultor, não são apenas as oportunidades de emprego que ficam limitadas com a falta do idioma - as promoções e ganhos também. “Um profissional com fluência no idioma pode ganhar até R$ 13 mil a mais ao ano se comparado com os colegas que não tem o Inglês”, diz.

Entre os muitos desafios enfrentados pelas corporações, o estudo aponta para uma necessidade de treinamento em Inglês, no qual a comunicação comercial ineficiente surge em funções de barreiras idiomáticas. Segundo o estudo, se esse problema for resolvido, as empresas irão lucrar milhões com ganhos de produtividade.




fonte: Global English Corporation

Que seu filho precisa aprender inglês, disso você tem certeza. O difícil é saber quando


Por Deborah Kanarek


Se você pretende, quando acabar de ler esta reportagem, ter uma resposta definitiva sobre o tema, vire a página. O tema é polêmico e não existe consenso entre os especialistas. Há quem diga que quanto antes a criança começar a aprender, melhor. Há quem declare que as crianças não deveriam trocar o tempo que teriam para brincar pelas aulas de inglês. Há quem aposte que é possível aprender a língua de maneira lúdica e divertida. Há quem acredite que aprender inglês junto com a alfabetização em português atrapalha o aprendizado da criança. Há quem critique a ansiedade dos pais sobre o assunto. E há uma fila de pais sem saber o que fazer.

A preocupação se justifica. Um terço das pessoas do mundo, cerca de 2 bilhões, dominará o inglês na próxima década, segundo um estudo do Conselho Britânico. Quem não falar o idioma praticamente carregará um atestado de exclusão. Sabendo disso, os pais vivem sempre com uma sensação de urgência quando se trata do aprendizado da língua para seus filhos. Algumas escolas de educação infantil estão incluindo a matéria na grade curricular dos alunos pequenos, mesmo nas de maternal. Sem falar na proliferação dos cursos extracurriculares. Toda essa preocupação tem base em pesquisas que revelam que quanto mais cedo, melhor. "Crianças pequenas têm um canal mais aberto e sofrem menos com inibições", explica Raquel Jelem Lam, diretora do Red Balloon, em São Paulo, que há 36 anos ensina crianças a partir de 3 anos. Nem todos concordam com isso. "Os pais estão olhando para seus filhos como futuros trabalhadores, e isso é uma loucura!", alerta o professor de psicologia da educação da Universidade de São Paulo, Julio Groppa Aquino. "Por isso, crescem os casos de crianças estressadas nos consultórios dos psicólogos. Elas precisam de tempo para brincar. Colocar os filhos para aprender inglês tão cedo, preocupados com a competitividade do mercado de trabalho é um movimento histérico."

Os jovens atualmente já dominam a língua antes dos das gerações anteriores. "Prova disso é que exames de proficiência como o Cambridge, que na década de 70 costumavam ser prestados apenas por adolescentes, tiveram seus temas reformulados para testar crianças que hoje atingem os mesmos níveis por volta dos 13 anos", diz Raquel. Os bons resultados vêm abrindo espaço para o inglês até nos redutos mais resistentes, como a Escola da Vila, em São Paulo, que se rendeu à inclusão do inglês a partir dos 3 anos. "Não queríamos abrir mão do espaço para brincadeiras, mas conseguimos unir as duas coisas", garante a diretora Vânia Marincek.

Ainda no berço
Há até quem defenda o ensino do inglês para bebês de 6 meses. Assim ele é oferecido na Dice English Courses, no Rio de Janeiro. "Pesquisas mostram que bebês armazenam a capacidade de reproduzir o idioma sem sotaque", defende Eloisa de Oliveira, diretora. "Antigamente acreditava-se que o ensino do inglês antes da alfabetização pudesse atrapalhar, mas hoje as pesquisas indicam o contrário", afirma a coordenadora do curso Kids do Cel Lep, Ana Tereza Rodrigues Moreira. O pequeno João, 4 anos, é um ícone dessa geração precoce. "Passamos as férias na Disney e a viagem deu um upgrade no inglês dele", conta a mãe, Teresa Cristina Mello de Almeida Prado. Um estudo recente, no entanto, aponta para o aprendizado mais tardio da língua. Pesquisadores da University College de Londres concluíram que a melhor idade para começar é mesmo entre os 5 e os 10 anos. Ao avaliar os cérebros de 105 pessoas, constataram que as que cursaram inglês nessa fase fizeram mais conexões cerebrais, registraram aumento da massa encefálica e, portanto, têm mais chances de ser fluentes na língua.

Decisão difícil
O coordenador pedagógico da escola de educação infantil Estilo de Aprender, Marcelo Cunha Bueno, não vê sentido no ensino do inglês na educação infantil em escolas que não sejam bilíngües. "Nessas escolas há, sim, um propósito justo de não perder o contato com a língua que os pais falam em casa e a criança se identifica de alguma forma. Nas demais escolas, acaba-se oferecendo o curso por pressão do mercado. O mais importante nessa fase não é o conteúdo formal, mas, sim, a formação da identidade e da autonomia da criança, e a interação com as outras crianças ", argumenta. A coordenadora pedagógica da Escola Viva, Renata Americano, onde o ensino da língua começa a partir da terceira série, concorda. "Não sentimos necessidade antes disso. Há outras prioridades, como o faz-de-conta e a expressão artística. No final das contas, as crianças vão acabar aprendendo inglês. Lá na frente, o mais criativo vai se destacar", conclui.

Ter ou não inglês não é mais um diferencial entre escolas. Elas querem é qualidade. Muitas estão contratando empresas terceirizadas. No Vera Cruz, o inglês é ensinado a partir dos 6 anos, de forma opcional. "Só assim é possível manter a qualidade e fazer com que os alunos não tenham de freqüentar um curso obrigatório na escola e outro fora", diz a diretora Lucília Bechara Sanchez. Diante de tantas opiniões e opções, resta aos pais conversar com os responsáveis pelos cursos, conhecê-los melhor, entender as propostas, avaliar a carga horária das atividades extracurriculares de seus filhos para não sobrecarregá-los e decidir, afinal, quando começar.

O custo de uma nova língua


Uma pessoa de capacidade média pode dominar o inglês (ou outra língua de dificuldade média) após cerca de 2 mil horas de dedicação para poder utilizá-la satisfatoriamente bem em conversações cotidianas e em sua especialidade (o que no entanto não chega a ser o nível de um falante nativo!)

A cada ano cerca de 1,5% da população deve surgir como um novo proficiente em língua estrangeira. Por exemplo, na Alemanha, com 80 milhões de habitantes, isto significa 1,2 milhões de cidadãos que já estudaram cerca de 2 mil horas uma língua estrangeira. Se considerarmos o salário médio em 5 euros por hora, um estudante de língua estrangeira presta um trabalho gratuito no valor de 10 mil euros (ou dólares), enquanto que o tempo total de estudo em 2,4 bilhões de horas tem um equivalente de 12 bilhões de euros/ano.

Dos 440 milhões que não são de língua inglesa, dentre os quase 500 milhões de habitantes da União Européia, a cada ano deverão surgir novos 6,6 milhões de proficientes em uma língua estrangeira, o que significa 13,2 bilhões de horas de dedicação, ou seja, 66 bilhões de euros a cada ano. Adicionando-se os custos do ensino, o total será de 73 bilhões de euros/ano.

Os falantes nativos do inglês na União Européia não perderão tempo nem dinheiro no aprendizado do inglês. Eles poderão utilizar esse tempo para um estudo mais aprofundado de sua profissão ou numa atividade remunerada (por exemplo no ensino de sua língua materna a estrangeiros).

Se toda a população da Terra, 6,4 bilhões de pessoas (dos quais se tiram 400 milhões, ou seja, os 6,2% de falantes nativos do inglês), tiver que dominar o inglês, serão 90 milhões de novos proficientes a cada ano, que dedicarão 180 bilhões de horas de estudo, ou 900 bilhões de euros por ano. Acrescentando-se aos custos do ensino de língua estrangeira, o total atinge cerca de 1 trilhão de euros/ano.

Deve-se notar que em 1999 as 15 maiores potências gastaram juntas 570 bilhões de dólares (ou euros) em defesa. Para que o mundo todo aprenda o inglês será necessário quase o dobro. [N.T.: Para efeito de comparação, o PIB brasileiro em 2000 foi de 596 bilhões de dólares (euros)]



Artigo publicado na revista "Esperanto", Fevereiro 2003